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Mauro Beting rasga elogios à Weverton: "um paredão'

A convocação da seleção brasileira por Carlo Ancelotti teve logo de cara uma grande surpresa, com Weverton sendo chamado para ser o terceiro goleiro escolhido pelo treinador para a Copa do Mundo. A convocação do atleta foi algo inesperado para muitos, já que a disputa parecia ser apenas entre Bento e Hugo Souza, que foram testados pelo técnico italiano neste ciclo.


Em meio a indefinições e preocupações com os dois goleiros principais, Mauro Beting, comentarista e creator da Betfair, concordou com a escolha de Ancelotti, fazendo importante ressalva em relação momento de Ederson.


“A fase atual do Ederson me preocupa; ele realmente não está vivendo um grande momento lá na Turquia. E sobre o Weverton, não tenho problema algum, ele é um paredão. Para mim, é o quarto maior goleiro da história num clube que teve os maiores goleiros do Brasil, que é a academia de goleiros palmeirenses. É um dos caras que conheço que mais sério treina a questão física, mais se prepara e é muito decisivo, como foi defendendo pênalti no ouro olímpico em 2016 no Maracanã, como foi tantas vezes pelo Palmeiras”, analisou.


Críticas justas aos goleiros da seleção?


Muitos torcedores criticam as atuações tanto de Alisson como de Ederson pelo Brasil. Porém esse outro ponto que Mauro Beting discorda, citando inclusive a cobrança dos brasileiros em relação aos atletas da posição.


 “O Brasil está muito bem servido de goleiro titular, embora o brasileiro não ache isso. Somos um país que cobra muito dos seus goleiros. O Alisson tem ótimas mãos. Concordo que nem ele, nem o Ederson são pegadores de pênalti como o Hugo Souza poderia ser para a Seleção, mas ele também não é só isso como goleiro e não acho que teremos problemas com Alisson no gol da Seleção”, declarou.


Experiência pode ajudar na busca pelo hexacampeonato


Ancelotti optou por uma convocação com diversos jogadores que estiveram na última Copa do Mundo. Alguns questionam a presença de veteranos, mas Beting saiu em defesa desses atletas.


 “Penso muito diferente da imprensa em geral nesse aspecto, onde quem vive de passado é museu. Quem vive de passado é porque tem história e ninguém tem mais história que o Brasil. A amarelinha acabou com o jejum de 24 anos em 94 porque não só tinha Romário e Bebeto, mas também porque Romário e Bebeto também padeceram em 90 com aquela eliminação nas oitavas, no único jogo em que o Brasil do Lazaroni jogou realmente bem, contra a Argentina. Vale lembrar que tivemos em 1994 dez jogadores que estiveram na Itália quatro anos antes”, relembrou.


Casemiro inclusive é visto como Beting como o principal exemplo neste sentido.


 “Falei com o Casemiro e ele disse que mesmo o maior campeonato no Real Madrid ou no Manchester não se compara ao que é um jogo de Copa do Mundo no aspecto da pressão. Então sim, você precisa de caras cascudos, caras geniais como o Neymar e não vejo problema algum com os experientes, mas sempre precisamos lembrar que essa será a Copa mais longa e mais quente da história”, finalizou.

 

Créditos foto - Lucas Ribeiro - CBF

 

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